O que é estresse?
O termo estresse surgiu da
física, que é a capacidade de um material suportar determinada pressão. Se
imaginarmos um elástico de dinheiro e o puxarmos, ele resiste até um certo
ponto, depois ele arrebenta. O mesmo acontece conosco. Suportamos pressão até
um certo ponto. E essa capacidade é individual, isto é, cada individuo possui
uma capacidade diferente do outro, e depois disso podemos adoecer.
O conceito de estresse foi introduzido por
Selye (1907-1982), que descreveu a Síndrome Geral da Adaptação, composta por
três fases:
·
alarme,
resistência e exaustão ou esgotamento (Neylan, 1998).
A fase de alarme é a fase aonde há descarga de
adrenalina intensa, os batimentos cardíacos aumentam, respiração fica
acelerada, suor frio.
A fase de resistência é a persistência da fase de
alarme, é a luta contra esse alarme. A insônia, dores de estômago e mudança de
comportamento, como irritabilidade, aparecem.
E a fase de exaustão é a persistência do estresse.
Nesse estágio podem surgir doenças crônicas, problemas emocionais como
depressão ou ansiedade, descontrole emocional, diabetes hipertensão arterial,
desconforto físico e emocional.
Como o estresse pode atrapalhar a vida do indivíduo?
O distresse,
que seria a resposta negativa ao estresse, pode surgir em qualquer uma dessas
fases descritas anteriormente, dependendo da intensidade com que o indivíduo
vivencia o evento estressor. Quando submetidos ao estresse, os indivíduos
desenvolvem estratégias para garantir a capacidade de adaptação do organismo,
evento que pode ser prejudicial à saúde. O organismo fica sobrecarregado, é
como se o indivíduo carregasse durante o dia um peso extra, e vai suportando.
Chegará um momento que o seu corpo não aguentará e a pessoa começa a se sentir
cansada, a concentração e a memória começam a falhar, a imunidade cai e doenças
oportunistas surgem.
Pode acontecer também, que pela descarga de
adrenalina que o cérebro descarrega no organismo em situações de estresse, a
pessoa não sinta de imediato os efeitos do estresse, porque a adrenalina no
organismo nos impede de sentir seus efeitos; é como se ficássemos
“anestesiados”, porque o organismo entende a adrenalina como se precisássemos
lutar e fugir e precisamos de toda a energia do corpo para isso. Só que, com
isso, estamos nos sobrecarregando, e uma hora o corpo e o cérebro não aguentam.
São nessas situações que as pessoas
enfartam, podem ter um AVC
(acidente vascular cerebral) e o burnout, este último o corpo simplesmente
desliga, como se tirássemos um aparelho da tomada, e pode-se ter até uma morte
súbita.
Como o estresse pode refletir na produtividade do
indivíduo?
O estresse é inevitável na vida
das pessoas, mas ele pode ser bom ou ruim. Nós chamamos o estresse positivo de
eustresse e o estresse ruim de distresse. O eustresse nos impulsiona, nos
motiva a buscar nossas metas e objetivos, possibilita a criatividade. O
distresse, ao contrário, é quando o estresse persiste por um longo período de
tempo, podendo ocorrer sentimentos de evasão ligados à ansiedade e à depressão.
Os mecanismos de defesa passam a não responder de uma forma eficaz, e sintomas
como falhas na memória, aumento da irritabilidade, alteração no sono e,
consequentemente, diante desse quadro, refletem na produtividade ou na
qualidade do trabalho.
Quais as principais causas do estresse?
Não existe uma causa específica
em relação ao estresse. Todo mundo vive e sente o estresse, desde os primatas.
Naquele tempo havia uma busca em relação à sobrevivência. Hoje buscamos status,
posição social, pagar contas, sustentar família. Ou mesmo, em regiões mais
pobres, onde a busca pela sobrevivência continua, falta água, comida,
saneamento básico.
Em cidades como São Paulo e Rio
de Janeiro onde a violência é muito grande, as pessoas vivem tensas nos faróis,
com medo de serem assaltadas ou sequestradas. Enfim, qualquer situação que a
pessoa se sinta ameaçadora, situações desgastantes do dia a dia, como morte,
separação e desemprego geram o estresse.
Quais os sintomas?
Estado de tensão emocional, que
produz um estado psicológico desagradável como irritabilidade, distúrbio do
sono, do apetite, da libido, dificuldade
de concentração, preocupação exagerada, diminuição da memória.
Há tratamento para o estresse?
Sim, o tratamento psicológico
ajuda a pessoa a se conhecer melhor e, com isso, a encontrar recursos de
enfrentamento dos agentes estressores e, em alguns casos, o acompanhamento
psiquiátrico auxilia nos sintomas do estresse com medicamentos.
Há algum teste para detectar estresse?
Sim, existem testes que medem o
nível de estresse. São testes fidedignos e reconhecidos pelo Conselho Federal
de Psicologia.
Como lidar com o estresse?
Existem
situações como morte de um ente querido, separação, desemprego que são
situações muito difíceis de serem lidadas, o melhor caminho seria a busca de
ajuda psicoterápica. Em situações do dia a dia é muito importante que a pessoa
encontre momentos para relaxar, para o lazer e a diversão, esses seriam os
momentos de buscar a recarga das baterias. Além disso, o processo psicoterápico
auxilia as pessoas a se conhecerem melhor e, consequentemente, a encontrar
recursos de enfrentamento do estresse.

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