terça-feira, 3 de abril de 2012

Questões psicológicas dos lutadores


       A partir de uma conversa com um lutador, me despertou o interesse sobre as questões psicológicas dos lutadores no momento do combate. Me chama a atenção o fato de não conhecer ninguém na área da psicologia esportiva que faça um trabalho científico ou mesmo um trabalho de atendimento à essa categoria esportiva. Porque? Podem existir inúmeras respostas à essa pergunta, mas uma delas é porque as lutas estão pouco na mídia aqui no Brasil, e uma outra, é porque os próprios psicólogos conhecem pouco sobre esse esporte, muitas vezes estigmatizado pela violência. Por isso muitas vezes, o esporte de luta fica sendo visto como algo associado as brigas de rua. O que é uma idéia totalmente errônea. Há muita técnica, muito treino, uma alimentação balanceada esses são alguns dos aspectos envolvidos no preparo desses desportistas. Além disso, esse esporte surgiu com o objetivo da defesa pessoal em uma situação de risco, e com o enfoque principal na formação do caráter do ser humano. No Japão, essas artes são chamadas de Bu-Dô ou "Um caminho educacional através das lutas". A partir desse pequeno fato histórico verifica-se o quanto as pessoas ainda não possuem informação suficiente sobre as lutas de combate. E o quanto ainda devemos fazer para educar nossos jovens.

O olhar psicológico aos lutadores



Vou iniciar esse artigo com uma pergunta muita simples: Qual a importância de um(a) psicólogo(a) para atuar junto aos lutadores? A resposta à essa questão é o olhar que esse profissional pode ter  em relação ao desportista, como uma pessoa que possui preocupações sobre o seu lado sócio econômico, emocional e social. Qualquer um desses pontos pode influenciar diretamente na hora do combate, tanto de forma positiva, como negativa. É importante que o psicólogo não esteja limitado somente ao comportamento dos lutadores. O psicólogo pode desenvolver e discutir com os lutadores todas áreas de sua vida: valores pessoais, motivações e percepções. Um lutador completo não é só um homem em seu perfeito estado físico, como ser humano ele é um conjunto de corpo e mente inserido em um determinado ambiente, ele será influenciado e influenciará no ambiente em que está inserido o tempo todo.

Stress Pós-Traumático


Segundo DSM IV, o stress pós-traumático se caracteriza pelo desenvolvimento  de sintomas após a exposição de um agente estressor  traumático, envolvendo experiência direta de um evento real ou ameaçador como, morte, ferimento, ameaça a própria vida ou ter testemunhado de outra pessoa. A resposta ao evento é medo intenso, impotência, horror, revivência persistente dos eventos traumáticos, esquiva persistente de estímulos associados com o trauma, entre outros.
O Trauma é uma doença que ocupa a terceira causa de mortalidade no Brasil, perdendo somente para câncer e arteroesclerose. Ocupa a primeira posição de causa de mortalidade  na faixa etária do 1° ao 44° anos de vida, terminando com 25 anos de vida produtiva, além de custos inestimáveis envolvidos nessa patologia.